Interlagos vai ter borracha mais macia em 2026. A Pirelli escolheu os compostos C3 (duro), C4 (médio) e C5 (macio) para o GP de São Paulo, um nível mais macios que no ano passado. E há novidade no asfalto: os trechos entre as curvas 3 e 5 e entre a 8 e a 9 foram recapeados e podem mudar a aderência ao longo do fim de semana.

O asfalto novo é a incógnita
Os trechos recapeados podem alterar a aderência e a evolução da pista, principalmente nos stints mais longos. Os três treinos livres serão usados para entender como o novo asfalto mexe com o desgaste e a degradação. Sem sprint este ano, as equipes terão mais tempo de pista para isso.
Como foi em 2025
A degradação foi o fator técnico mais importante no ano passado. A maioria das equipes fez duas paradas, e só dois pilotos completaram a corrida com um único pit stop. O pneu duro quase não foi usado. E, como de costume em Interlagos nesta época, a chuva pode trazer de volta os pneus intermediários e de chuva.

Interlagos em números
- Voltas: 71
- Extensão: 4,309 km (305,879 km de corrida)
- Recorde: 1:10.540, de Valtteri Bottas, em 2018
- Tempo perdido no pit stop: 22,5 segundos em média
- GPs disputados em Interlagos: 42
- Maior vencedor: Michael Schumacher, com quatro vitórias. Vettel, Hamilton e Verstappen têm três cada.
- Equipes: Ferrari e McLaren lideram, com nove vitórias cada.
Boné de onça
O boné especial do pódio em São Paulo é inspirado na camisa azul da seleção brasileira de 1958, com padrão de onça-pintada. A peça foi criada pelo designer Denis Dekovic para a Pirelli Design e já está à venda na loja online da Pirelli.
Dica do Freire
Com pneus mais macios, asfalto novo e risco de chuva, Interlagos tem tudo para embaralhar a estratégia. Fique de olho no treino de sexta: o ritmo em stints longos vai dizer quem pode tentar uma parada só e surpreender no domingo.
Uma ou duas paradas? Dá seu palpite nos comentários!
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Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002









