As concessionárias chinesas estão vazias, e o Brasil sente o efeito. De janeiro a setembro, as vendas de carros na China caíram 21,7%, para 13,3 milhões de unidades, a pior fase em décadas. Enquanto isso, as exportações dispararam 75%, para 7 milhões. É por isso que as marcas chinesas já têm 22,7% do mercado brasileiro.

O que está acontecendo na China
- Vendas em queda: de janeiro a setembro, o mercado interno chinês vendeu 13,33 milhões de carros, menos 21,7%.
- Nem os elétricos escapam: os carros elétricos e híbridos plug-in venderam 7,76 milhões, menos 12,8%.
- Setembro: queda de 28% face ao mesmo mês de 2025.
- Previsão: 18,5 milhões de carros em 2026 (-22%), abaixo de 2020.
- Causas: economia fraca, crise imobiliária, corte de incentivos ao abate e aos elétricos, e uma guerra de preços que corrói as margens das marcas.
A saída é exportar
Com o mercado interno encolhendo, as marcas chinesas apostam tudo lá fora. As exportações subiram 75,4%, para 7 milhões de carros em nove meses, e as de elétricos e plug-in dispararam 138,8%.
Fontes: CPCA, via Gasgoo e Caixin.
O efeito no Brasil
Em outubro, as marcas chinesas somaram 57.541 emplacamentos no Brasil, 22,7% do mercado, mais do que o dobro de um ano antes. A BYD chegou a 9,5% de participação e a GWM a 4,2%. O Dolphin Mini já é o terceiro carro mais vendido do país. Veja o mercado de outubro.
Na Europa o movimento é o mesmo: segundo a Dataforce, as chinesas já vendem mais do que as japonesas por lá.
Dica do Freire
Com as fábricas chinesas produzindo mais do que o mercado interno consegue absorver, a tendência é de mais lançamentos e mais disputa de preço no Brasil. Para quem compra, é hora de pesquisar e negociar, mas sem esquecer de checar a rede de concessionárias e o valor de revenda.
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Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002







