O próximo grande salto do automóvel não está debaixo do capô, está no tablier. As marcas estão a pôr inteligência artificial generativa, a mesma tecnologia do ChatGPT e do Gemini, no assistente de voz dos carros, e a corrida já começou.
Quem já está a avançar
- Mercedes-Benz: foi das primeiras a testar o ChatGPT no assistente de voz MBUX, em 2023, e passou a usar a IA do Google no novo CLA.
- Volkswagen: integrou o ChatGPT no assistente de voz IDA, anunciado em 2024.
- Stellantis: levou o ChatGPT aos modelos Peugeot, Citroën e DS em 2024 e anunciou parceria com a Wayve e a NVIDIA para condução assistida com IA.
- General Motors: anunciou um assistente baseado no Gemini, do Google, para os seus carros a partir de 2026.
- Tesla: aposta na IA para a condução autónoma e no robotáxi Cybercab.
O que a IA já faz no carro
- Conversa natural: em vez de comandos fixos, pede-se “estou com frio” e o carro ajusta o ar condicionado.
- Responde a perguntas sobre o próprio carro, como o significado de uma luz no painel.
- Sugere rotas, paragens e pontos de carregamento com base no contexto.
O que pode vir nos próximos anos
A tendência é o carro tornar-se um “assistente pessoal sobre rodas”: manutenção prevista antes da avaria, condução assistida cada vez mais capaz e atualizações remotas que acrescentam funções depois da compra. O grande desafio é a privacidade, porque um assistente que ouve e aprende recolhe muitos dados de quem conduz.
💡 Dica do Freire
Na hora de comprar, pergunte se o assistente funciona em português, se precisa de assinatura paga depois do período de oferta e que dados recolhe. Uma IA muito boa na Europa ou nos EUA pode chegar ao Brasil ou a Portugal com menos funções.
Fontes: comunicados de Mercedes-Benz, Volkswagen, Stellantis e General Motors; Motores e Ação.
Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002





