A Renault quer que o próximo Mégane elétrico jogue noutra liga. Segundo a revista britânica Auto Express, a nova geração, prevista a partir de 2028, deve trocar a tração dianteira pela traseira e apontar para uma autonomia de cerca de 740 a 750 km, com baterias LFP, mais baratas.

O que a Renault disse
Philippe Brunet, responsável pela tecnologia do grupo, falou à Auto Express numa meta de cerca de 740 km com baterias LFP, mantendo o peso abaixo das duas toneladas. São objetivos de desenvolvimento, não valores homologados.
O que está previsto
- Plataforma: a nova base RGEV Medium 2.0, para carros entre 4,3 e 4,8 metros, que deve servir também o futuro Scénic
- Motor: um motor elétrico de cerca de 275 cv e 350 Nm, a acionar as rodas traseiras
- Bateria: até 90 kWh, integrada na estrutura do carro (cell-to-body)
- Versões com extensor de autonomia: um motor a combustão a funcionar como gerador, com a meta de até 1.400 km de autonomia total
- Desenho: segundo Laurens van den Acker, diretor de design da Renault, linhas mais sóbrias, entre berlina e crossover, com distância entre eixos maior e balanços mais curtos
Não há ainda preços, fábrica nem data exata de lançamento. As imagens do “novo Mégane” que circulam são interpretações, não fotos oficiais.
Dica do Freire
O número que mais conta aqui não são os 750 km: é a bateria LFP. É uma química mais barata e mais durável, e se a Renault conseguir essa autonomia com LFP, o Mégane pode ficar mais acessível do que o atual. No Brasil, onde o Mégane E-Tech é vendido desde 2024, uma versão com extensor de autonomia faria todo o sentido para quem ainda tem receio da rede de carregamento. Mas é uma meta para 2028: até lá, o Mégane E-Tech atual continua a ser a referência.
Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002








