A BYD quer competir com Rolls-Royce e Maybach, e escolheu Abu Dhabi para mostrar a arma. A Yangwang, marca de ultraluxo do grupo chinês, apresentou neste sábado (7) o Altior, um sedã 100% elétrico de 5,60 metros com jade na cabine, bancos de primeira classe e quatro motores elétricos.
O projeto levou três anos e junta designers, engenheiros e artesãos. A ideia, segundo a marca, é dar uma leitura contemporânea à tradição chinesa, da carroceria aos menores comandos do painel.

Inspirado num vaso de bronze milenar
A referência do design é o ding, um recipiente cerimonial de bronze associado à força e ao prestígio na China antiga. Daí vem o nome chinês do carro, Dingyao. Já Altior vem do latim e quer dizer “mais elevado”.
As medidas acompanham a ambição: 5,60 m de comprimento, 2,03 m de largura, 1,59 m de altura e 3,50 m de entre-eixos. A frente é quase vertical, o balanço dianteiro é curto e as rodas são de 21 polegadas, com três desenhos à escolha e pneus pensados para reduzir o ruído.
Grade de joalheria e jade no painel

Na grade, cada peça foi polida e posicionada à mão para criar reflexos que mudam com o ângulo. Ao redor do emblema, 12 elementos luminosos giram e acendem em sequência quando o dono se aproxima. As portas abrem em sentidos opostos, até 80 graus na frente e 90 graus atrás, e o carro traz guarda-chuvas inspirados no Templo do Céu, em Pequim.
Dentro, as saídas de ar levam jade amarelo de Hetian polido à mão. Os revestimentos combinam bordado de Suzhou em fios de seda com couro semi-anilina, tapetes de lã pura e madeira natural. São 48 peças decorativas em 11 pontos da cabine, e os engenheiros chegaram a testar com pequenos martelos o som dos interruptores metálicos.
Primeira classe no banco de trás

São quatro lugares. Os dois bancos traseiros têm função gravidade zero e massagem mecânica, com 1.209 mm de espaço para as pernas. Um botão ativa o modo relaxamento: os assentos reclinam, os apoios das pernas sobem, as persianas fecham e a luz baixa. Um console traseiro permite até rebater o banco do passageiro da frente.
O som é um Dynaudio Platinum Evidence com 39 alto-falantes. Há ainda tela retrátil de 21,4 polegadas no teto, duas geladeiras (a traseira tem 5,5 litros e também aquece) e porta-malas de 532 litros.
Quatro motores, gira no lugar e flutua

O Altior usa a plataforma e⁴, a mesma lógica do Yangwang U9 que passou dos 500 km/h: um motor para cada roda, com ajuste de força mais de 100 vezes por segundo. Segundo a marca, isso mantém o carro estável até no estouro de um pneu em alta velocidade. O sedã também faz o tank turn, girando no próprio eixo, e tem capacidade de flutuar em emergências.
A suspensão ativa DiSus controla a carroceria em seis graus de liberdade, e o pacote de assistência God’s Eye A faz navegação assistida em cidade e rodovia, além de estacionar sozinho. A bateria é a Blade de segunda geração, com autonomia acima de 1.000 km no ciclo chinês CLTC, que costuma ser mais otimista que o europeu WLTP e o brasileiro do Inmetro. A recarga usa a tecnologia FLASH Charging.
Versões e chegada
O Altior terá as versões Executive e Bespoke, esta com personalização sob encomenda. A primeira edição temática, Shanhe Dingyun, vem em marrom e dourado e terá produção limitada.
A BYD não divulgou preço nem previsão de lançamento no Brasil ou em Portugal. Por aqui, a Yangwang segue sem operação; a marca foi lançada na China em 2022.
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Com informações da BYD.
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