Num carro de Fórmula 1, até o parafuso tem prazo de validade, e a Cadillac sabe exatamente onde está cada um. A equipe americana acompanha a vida útil de dezenas de milhares de peças com o Race Vehicle Gateway (RVG), um software desenvolvido pela GM em que cada componente recebe um número de série e tem registrado quando, onde e como foi usado. É o tema do novo episódio da série documental What Makes Fast, divulgado no Brasil às vésperas do GP de São Paulo.

Por que contar parafusos
Cada peça de um F1 tem vida útil limitada. A equipe precisa tirar o máximo dela e aposentá-la no momento certo, nem antes, nem depois. O RVG registra a quilometragem de cada componente, e os engenheiros ainda inspecionam fisicamente as peças depois de cada uso. Se algo falhar, os dados mostram quando e por que o problema pode ter começado.
O software que escolhe a peça
O RVG trabalha junto com o Race Vehicle Simulation (RVS). Os dados de um alimentam as simulações do outro, e vice-versa, o que permite à equipe decidir quais peças colocar no carro, até pelo número de série exato. Juntos, os dois formam o que a GM chama de Race Vehicle Platform.

Da pista para o carro de rua
“O automobilismo faz parte da organização global de produtos. Parte do valor disso está na troca bilateral de ferramentas, dados e técnicas”, afirma Sterling Anderson, vice-presidente global de produto da GM. Um exemplo é a aerodinâmica: com dados dos carros de série, a GM criou ferramentas de machine learning que aceleram o desenvolvimento aerodinâmico tanto dos carros de rua quanto dos de corrida.
A Cadillac estreou na F1 em 2026 e chega a Interlagos depois de apresentar ao público brasileiro a réplica do seu carro. Veja também os horários do GP de São Paulo e onde assistir.
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Com informações da General Motors.
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