Um em cada quatro acidentes, quase metade das mortes. Segundo levantamento baseado em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os acidentes com caminhões representaram 25,6% dos sinistros nas rodovias federais em 2025, mas responderam por 46,5% das mortes. A taxa de mortalidade nesses casos foi 1,81 vez superior à média geral.

É nesse cenário que a segurança deixa de ser só um item operacional e passa a pesar na hora de fechar contrato. Transportadoras vêm investindo em telemetria e videotelemetria com inteligência artificial para reduzir acidentes, proteger motoristas e cargas e ganhar pontos com embarcadores e seguradoras.
O fator humano
Os dados da PRF mostram que ausência de reação, reação tardia e fadiga estiveram associadas a 34,6% dos acidentes com caminhões em 2025. São justamente os comportamentos que a tecnologia de monitoramento tenta identificar antes que virem ocorrência.
O que cada tecnologia faz
- Telemetria: acompanha em tempo real indicadores como excesso de velocidade, frenagens bruscas e padrões de condução.
- Videotelemetria: acrescenta imagem aos eventos registrados, dando contexto ao gestor de frota.
- Inteligência artificial: transforma o volume de dados em diagnósticos para ações preventivas e programas de treinamento dos motoristas.

Além da segurança, operações guiadas por dados tendem a reduzir custos com manutenção, combustível e paradas não planejadas.
“Historicamente, a segurança da frota era vista como uma necessidade operacional. Hoje, ela se tornou um fator estratégico para a competitividade do negócio”, afirma Eduardo Canicoba, vice-presidente da Geotab Brasil. Para ele, os embarcadores buscam cada vez mais parceiros que demonstrem compromisso com a proteção de motoristas, cargas e da própria operação.
Números do problema
| Indicador (rodovias federais, 2025) | Caminhões |
|---|---|
| Participação nos acidentes | 25,6% |
| Participação nas mortes | 46,5% |
| Mortalidade vs. média geral | 1,81 vez maior |
| Acidentes ligados a reação tardia, ausência de reação ou fadiga | 34,6% |
💡 Dica do Freire: câmera e sensor sozinhos não salvam ninguém. O ganho real aparece quando o dado vira conversa com o motorista: feedback rápido, treinamento e escala que respeite o descanso. Fadiga não se resolve com alerta sonoro, se resolve com jornada bem planejada.
Fonte: Geotab Brasil, comunicado de outubro de 2026, via JeffreyGroup; dados da Polícia Rodoviária Federal.
Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002




