O novo “imposto do pecado” chega aos carros em fevereiro de 2027, e não pesa igual para todos. A Medida Provisória 1.399, publicada em 4 de novembro, troca o IPI pelo Imposto Seletivo com alíquota-base de 6,3% para automóveis, que sobe ou desce conforme o motor, a potência e a eficiência. Nas simulações, um diesel pode chegar a cerca de 30%, enquanto um elétrico eficiente fica perto de 4,6%. Carros do programa Carro Sustentável, de PcD, TEA e de taxistas não pagam.
O que é o Imposto Seletivo
Previsto na Reforma Tributária, o Imposto Seletivo incide sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente: além dos veículos, entram bebidas alcoólicas e açucaradas, cigarros, aeronaves, embarcações, minérios e apostas. É cobrado uma única vez na cadeia, não gera créditos e também incide sobre importados. Ele se soma à CBS e ao IBS, os novos tributos sobre o consumo, cujas alíquotas ainda não estão definidas.
Como fica para os carros
- Alíquota-base: 6,3% para automóveis e 3,9% para comerciais leves.
- Ajustes: a taxa sobe ou desce conforme a fonte de energia, a potência, a eficiência energética, o desempenho estrutural, os itens de segurança e a reciclabilidade. Os ajustes vão de 2,15 pontos a menos, para os motores de menor potência, a 12 pontos a mais, para os diesel.
- Nacional x importado: carros importados pagam mais do que os produzidos no Brasil.
- Alíquota zero: veículos com registro de versão sustentável (programa Carro Sustentável, que passa a ser permanente) e carros comprados por pessoas com deficiência, com TEA e por taxistas.
- Fora do imposto: caminhões com peso bruto igual ou superior a 3.500 kg. As picapes pagam, independentemente do peso.

Quem paga mais e quem paga menos
Nas simulações citadas pela InfoMoney, um elétrico eficiente fica com cerca de 4,6%, um flex de baixa potência com cerca de 7,6%, um carro a gasolina potente pode chegar a cerca de 19% e um diesel com características parecidas a cerca de 30%. Os híbridos flex e os carros a etanol recebem descontos maiores. O combustível, porém, não é o único fator: um elétrico muito potente pode pagar mais do que um flex de baixa potência.
O carro vai ficar mais caro?
Não necessariamente. Para 2027, o governo calibrou as alíquotas para reproduzir, em linhas gerais, a carga que hoje se paga de IPI, numa fase de transição. Na prática, ficam relativamente mais caros os carros potentes, a diesel e os importados, enquanto os modelos eficientes e nacionais tendem a ser favorecidos. O preço final depende ainda das decisões das montadoras e das alíquotas de CBS e IBS.
O que ainda falta definir
- A MP precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
- Até 31 de maio de 2027, o governo deve enviar ao Congresso um projeto de lei com as alíquotas definitivas, válidas a partir de 2028.
- A Anfavea ainda não divulgou posição formal.
E você, vai antecipar a compra do carro novo ou esperar 2027? Deixe a sua opinião nos comentários. Veja também o ranking dos carros mais vendidos de outubro.
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