O Geely Auto Group, sócio da Renault no Brasil, vendeu 310.183 veículos em outubro. É a primeira vez em 2026 que passa da barreira das 300 mil unidades num só mês. Os elétricos e híbridos plug-in bateram recorde, com 214.996 unidades (69% das vendas). As exportações chegaram a 107.153 carros, mais 158% do que há um ano.

Foi o oitavo mês seguido de crescimento do grupo, tanto na comparação anual quanto na mensal. Sobre setembro, a alta foi de 6%.
Os números de cada marca
- Geely Auto: 255.742 veículos (+8% sobre outubro de 2025), com recorde de 153.385 eletrificados
- Lynk & Co: 21.958 veículos (+19% sobre setembro), dos quais 18.521 eletrificados
- Zeekr: 32.483 entregas (+52% no ano), o sétimo mês seguido acima de 30 mil
Exportação dispara
É fora da China que o crescimento mais chama atenção. Pelo quinto mês consecutivo, o grupo exportou mais de 100 mil carros. Só os eletrificados exportados somaram 82.565 unidades, um salto de 506% em um ano, e já representam 77% de tudo o que a Geely vende lá fora.
Na Europa, as três marcas passaram juntas, pela primeira vez, de 10 mil vendas em setembro. No Reino Unido, a Geely superou 10 mil emplacamentos em apenas 11 meses e vai abrir o seu 100º ponto de venda em parceria com o Lithia Group. O Monjaro EM-i e o Lynk & Co 07 GT estrearam no Salão de Paris, e as entregas do Zeekr 9X na Europa começam em janeiro de 2027.

E no Brasil?
Por aqui, a Geely opera em sociedade com a Renault: desde novembro de 2025, o grupo chinês detém 26,4% da Renault do Brasil, e o Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), deve produzir modelos de zero e baixas emissões das duas marcas. O EX2, que já passou de 1 milhão de unidades vendidas no mundo, é um dos trunfos da marca no país.
Para entender como as marcas chinesas estão se saindo no Brasil, veja o ranking de marcas de outubro. As chinesas vão dominar? Comente.
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