O Celica está de volta aos ralis. Em 2027, a Toyota alinha com duas equipas e dois carros, o novo GR Celica Rally1 e o GR Yaris Rally1. Leva seis pilotos, liderados pelo campeão do mundo Elfyn Evans, e Kalle Rovanperä regressa em provas selecionadas.

Duas equipas, dois carros
A estrutura TGR-WRT, que conquistou em 2026 o sexto título consecutivo de construtores, divide-se em duas equipas para a nova era do Mundial de Ralis:
- Toyota Racing (GR Celica Rally1): Elfyn Evans / Scott Martin, Oliver Solberg / Elliott Edmondson e Sami Pajari / Marko Salminen.
- Gazoo Racing Toyota (GR Yaris Rally1 de 2027): Ott Tänak / Martin Järveoja, Takamoto Katsuta / Aaron Johnston e Kalle Rovanperä / Jonne Halttunen, este último num programa parcial.
Evans e Martin chegam como campeões de 2026: o galês ganhou o título por cinco pontos sobre Solberg e seis sobre Pajari.
Novas regras, nova era
Os dois carros seguem o novo regulamento técnico do WRC para 2027, pensado para tornar a categoria principal mais acessível, com potência e desempenho equiparados. Cada rali pode ter até seis carros de fábrica, e a homologação tem de estar concluída antes do fim de 2026.
As duas equipas vão competir como rivais, em igualdade de condições, com o princípio de dar “um carro vencedor” a todos os pilotos. Os protótipos de 2027 terminaram hoje, 3 de novembro, um teste de seis dias a simular um rali nas florestas do centro da Finlândia. A homologação deve ficar concluída até ao fim de dezembro, e as decorações dos dois carros só serão reveladas antes do arranque da temporada de 2027.
O nome TGR-WRT continua a ser usado pela empresa sediada em Jyväskylä, que desenvolve os carros. Na véspera do anúncio, a 2 de novembro, foi lançada a primeira pedra do novo centro técnico da equipa, em Mäyry, ali perto. Com Evans, Tänak e Rovanperä, a Toyota junta três campeões do mundo na mesma estrutura.
“Vai ser muito diferente daquilo a que estamos habituados”, disse Evans sobre o novo carro. Tänak resumiu: “Vai ser um novo começo para todos.” Já Solberg não esconde a emoção: “É um sonho ser piloto da Toyota.”
E o Ogier?
Sébastien Ogier, nove vezes campeão do mundo, não está na lista principal, mas a Toyota admite que pode fazer aparições em provas selecionadas.
Dica do Freire
O nome Celica tem peso nos ralis: foi com ele que a Toyota ganhou títulos mundiais nos anos 90, com Carlos Sainz e Didier Auriol. Para os portugueses há ainda outro motivo para seguir o programa: Takumi Matsushita, do programa de jovens da Toyota, venceu em 2026 o Rali Terras d’Aboboreira.
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Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002







