A Fiat está a preparar o filme mais ambicioso da sua história no Brasil. Quatro semanas de pré-produção, 15 locações, 220 profissionais por dia, 350 pessoas no elenco, 39 carros em cena — e os negativos das câmeras de época enviados para revelação no laboratório Cinelab, em Londres. O lançamento está confirmado para julho.
Uma produção à escala cinematográfica
A campanha, criada em parceria com a Leo e a DTMS (Don’t Touch My Soda) com fotografia de Pablo Gomide, foi rodada integralmente em Minas Gerais — estado que acolhe o Polo Automotivo Stellantis de Betim, o coração industrial da marca no Brasil.

Quatro dias de filmagem, três em Belo Horizonte e um em Diamantina. As locações escolhidas contam a história da cidade tanto quanto a da marca: o Viaduto Santa Tereza, o Edifício Sulacap, o Cine Teatro Brasil, o “pirulito” da Praça Sete, as avenidas Brasil e do Contorno e a Cidade Administrativa. Para viabilizar os bloqueios de trânsito nos pontos de maior fluxo da capital, a produção contou com o apoio da Prefeitura de BH e da BHTrans.
A fotografia: câmeras de hoje e relíquias dos anos 70
A direção de fotografia é um dos elementos mais reveladores desta produção. O set misturou a câmera digital de última geração Alexa Mini LF — com lentes Petzvalux, Canon K35 e Canon FD — com câmeras de época reais: a Canon Scoopic 16 e a Sony Hi8.
Os negativos gerados pela Canon Scoopic foram enviados para o laboratório Cinelab, em Londres, para revelação em película. Uma decisão que garante a textura visual de cada década retratada sem simulação digital — é autenticidade que se vê.

Os carros: do Fiat 147 ao Fastback
No total são 39 veículos em cena: 34 clássicos e 5 modelos atuais.
Entre os clássicos que representam a memória afetiva do Brasil:
- Fiat 147 — o primeiro carro movido a etanol produzido em série
- Uno
- Palio (várias gerações)
- Palio Weekend
- Tempra
Representando o presente e o futuro da marca:
- Strada, Toro e Titano — as picapes líderes de mercado
- Pulse e Fastback — os SUVs com tecnologia híbrida-leve desenvolvida no Brasil pela Stellantis
Dica do Freire — Especialista
Uma marca que filma os seus 50 anos com câmeras de película reveladas em Londres não está apenas a fazer publicidade — está a fazer um documento. A escolha de rodar integralmente em Minas Gerais, no estado onde nasceu e cresceu industrialmente, é politicamente inteligente e emocionalmente honesta. O Fiat 147 a etanol em 1976 e o Fastback MHEV em 2026 são o mesmo argumento com 50 anos de diferença: a Fiat adapta-se ao Brasil antes de o Brasil pedir. O filme de julho vai ser uma peça de comunicação difícil de ignorar — e o MEA vai estar lá para contar o que há por detrás das imagens.
Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002
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