O Porto de Leixões ganhou uma extensão no interior do país. Foi inaugurado a 23 de outubro o Porto Seco da Guarda, um terminal ferroviário de mercadorias que liga as empresas do interior a Leixões e aos mercados ibérico e europeu. O investimento, superior a 4 milhões de euros, foi promovido pela APDL (Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo).
Os números do terminal
- Cerca de 30 mil m² de área pavimentada.
- Capacidade prevista para movimentar 47.040 TEU por ano (TEU é a unidade equivalente a um contentor de 20 pés).
- Parque com capacidade para 850 contentores.
- Linhas ferroviárias preparadas para comboios de mercadorias até 750 metros.
- Serviços aduaneiros e de inspeção, pesagem e armazenamento no mesmo local.
O que muda para o transporte
A ideia é transferir para a Guarda algumas operações hoje concentradas no espaço apertado do porto, com a carga a chegar e sair de comboio e a distribuição feita por camião a partir do terminal. A localização reforça o eixo para Vilar Formoso e Espanha, no Corredor Atlântico. O projeto faz parte da estratégia Portos 5+ e tem como objetivo aumentar o uso da ferrovia nas mercadorias, com ganhos de competitividade e de descarbonização.
“Um porto competitivo não termina no cais, prolonga-se pelo território”, disse o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, na inauguração.
💡 Dica do Freire
Para quem vive do transporte rodoviário no interior, o Porto Seco não é concorrência, é oportunidade: a carga que chega de comboio à Guarda continua a precisar de camião para chegar às empresas da região. Transportadoras e motoristas da Beira Interior devem acompanhar quem vai operar o terminal e que serviços de distribuição vão ser contratados. Ficamos atentos aos primeiros números de movimento.
Fonte: Governo de Portugal (portugal.gov.pt), 26 de outubro de 2026.
Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002





