Sepang ferveu e o cronómetro quase partiu um recorde. Daniel Holgado (Kalex) conquistou a pole position de Moto2 no Grande Prémio da Malásia de 2026 com 2’02.875 — apenas 17 milésimos acima do recorde absoluto da pista. Na Moto3, Máximo Quiles (KTM) somou a terceira pole da temporada. A corrida é este domingo, 1 de novembro, e tudo indica que vai ser decidida pela gestão dos pneus.

Moto2: Holgado regressa à pole
O piloto da CFMOTO RCB Aspar Team não partia da primeira posição desde o GP do Brasil, no início da época. Em Sepang, Holgado ficou à frente de Ángel Piqueras (Kalex) e Izan Guevara (Boscoscuro), que completam a primeira linha. O líder do campeonato, Manuel Gonzalez (Kalex), não foi além do nono lugar e terá de recuperar a partir da terceira linha.
Na escolha de pneus não houve dúvidas: todos os pilotos usaram a combinação de dianteiro macio SC1 com o traseiro supermacio F0192, uma opção de desenvolvimento da Pirelli que já tinha sido a mais usada nos treinos livres.

Moto3: terceira pole para Quiles e primeira linha só de KTM
Na Moto3, Máximo Quiles (KTM) marcou 2’10.396 na quinta de seis voltas e garantiu a terceira pole position do ano. Brian Uriarte e Hakim Danish completaram uma primeira linha totalmente KTM.
Atrás, todos os pilotos usaram o traseiro macio SC1. À frente as escolhas dividiram-se entre o macio SC1 e o médio SC2: Quiles e Uriarte optaram pelo médio, Danish pelo macio.

Asfalto abrasivo e pista acima dos 50 °C
As obras recentes em Sepang eliminaram lombas e depressões nos troços mais problemáticos, mas a remoção de material deixou o piso particularmente rugoso e abrasivo, com pequenos fragmentos de asfalto na superfície. Somadas às temperaturas de pista acima dos 50 °C, estas condições reduzem a aderência e aumentam o desgaste dos pneus face à maioria dos circuitos do calendário.
Segundo a Pirelli, as equipas terão de encontrar o melhor equilíbrio entre aderência, rendimento e gestão do desgaste ao longo da corrida. Na Moto2, alguns pilotos compararam o F0192 com o macio standard SC0 nos treinos, mas este oferece menos aderência e provoca mais deslizamento. Na Moto3, as escolhas para a corrida podem mudar: vários pilotos poderão montar o traseiro médio SC2 para controlar o desgaste.
«A gestão dos pneus será um dos aspetos decisivos para uma boa corrida, sobretudo na fase final.»
Pirelli, na antevisão das corridas de Sepang

💡 Dica do Freire
Na corrida de Moto2, não olhes só para a pole: olha para as últimas cinco voltas. Com todos no mesmo F0192 supermacio e um piso que come borracha, quem poupar o pneu traseiro na primeira metade é quem chega com ritmo ao fim. Na Moto3, vale a pena ver quem troca o traseiro macio pelo médio SC2 na grelha: é o sinal de quem aposta tudo na fase final.

Fonte: Pirelli Moto (comunicado de imprensa). Fotos: Pirelli / Divulgação.
Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002





