A Citroën Racing acaba de bater o martelo: Jean-Éric Vergne e Nick Cassidy seguem juntos na equipe para a 13ª temporada do Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E. O anúncio chega no momento certo, com a 12ª temporada ainda em disputa e o time já rodando quilômetros com o GEN4, o carro que promete redesenhar o que se entende por monoposto elétrico de competição.
Não é uma renovação qualquer. A dupla vem de uma temporada inteira colaborando no desenvolvimento do GEN4 e vai atravessar toda a fase final de testes antes da estreia oficial, em dezembro, no Circuito Corniche de Jeddah — largada da 13ª temporada.
O que muda com o GEN4

O novo carro não chega para fazer volume no grid. As mudanças técnicas são das mais agressivas já vistas na categoria:
Potência de até 600 kW (815 cv), o maior número já registrado em um monoposto elétrico. Tração integral permanente — inédita na história do campeonato. Regeneração de energia de até 700 kW, somando os sistemas dianteiro e traseiro. Bateria nova, de 55 kWh, com ganhos de performance e eficiência. Duas configurações aerodinâmicas distintas, de alta e baixa carga, para se adaptar a cada fase do fim de semana de corrida.
Só a soma da tração integral com a regeneração de 700 kW já colocaria o GEN4 numa categoria à parte. Juntar isso a mais potência que qualquer geração anterior é reescrever o manual da Fórmula E.
Testes em pista, não só em simulador
O programa GEN4 já passou por Calafat, Andaluzia, Navarra e, mais recentemente, Guadix, onde o carro rodou mais de 500 km numa única sessão. Simon Merchet, diretor de desenvolvimento do programa de Fórmula E da Stellantis Motorsport, explicou por que isso importa mesmo com todo o trabalho feito em simulação: certos comportamentos só se confirmam — ou se contestam — na pista real, e o feedback do piloto simplesmente não tem como ser reproduzido em laboratório.
Xavier Chardon, CEO da Citroën, resumiu o momento como o início de um novo capítulo para a marca na Fórmula E, apostando na experiência de Vergne e Cassidy para blindar essa transição.

Dica do Freire
Reparem no detalhe que passa batido: a Citroën optou por manter a dupla de pilotos justamente na temporada de transição tecnológica mais radical da história da Fórmula E, em vez de trocar a formação como normalmente se faz ao lado de um carro novo. Isso diz mais sobre a confiança da equipe no feedback técnico de Vergne e Cassidy do que qualquer nota de imprensa — são eles, e não só os engenheiros, que vão validar se o GEN4 chega competitivo em Jeddah.
Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002
VEJA TAMBÉM:
- Novo Jeep Avenger 4xe: o sucessor do Renegade no Brasil?
- Principais lançamentos de 2022 e os Melhores de 2021 destaques da Resenha
- Novo Toyota Corolla Cross 2022 | Lançamento 11 de março 2021 | motoreseacao
- Toyota SW4 GR-S 2022 | Lançamento Brasil | motores e ação
- Tudo Sobre o Lançamento da Red Bull-Ford na F1 2026








