A Citroën fecha o segundo trimestre de 2026 com números que confirmam uma tendência: o C3 segue como motor de vendas da marca, mas quem mais chama atenção no período é o Basalt, com salto de 53% frente ao trimestre anterior.
C3 mantém ritmo de crescimento
O Citroën C3 — hatch com atitude de SUV que reivindica o maior porta-malas e o maior espaço interno da categoria — cresceu cerca de 15% no segundo trimestre em comparação ao primeiro. Na comparação anual, o avanço no trimestre foi de 10% frente ao mesmo período de 2025, e no acumulado do semestre a alta chega a 6,8% sobre o primeiro semestre do ano passado. As versões mais vendidas do modelo são as topo de gama C3 XTR e C3 YOU!, com 2.065 e 1.144 unidades, respectivamente.

Basalt acelera e Move entra na conta
O Citroën Basalt, SUV coupé da marca, registrou crescimento de 53% no trimestre frente ao período anterior — o destaque isolado dos números divulgados pela marca.
Parte desse desempenho tem explicação concreta: em junho, a Citroën entrou no programa Move, iniciativa federal que facilita a compra de veículo zero quilômetro por motoristas de aplicativo e taxistas. Estão no programa o C3 YOU! Turbo 200, o C3 Live Go, Live Plus e Feel Plus, o Basalt Feel Turbo 200 AT, o Basalt Dark Edition Turbo 200 AT e o Aircross 7L Shine AT. Segundo a marca, o Live Go entra no Move a partir de R$ 65.090 para taxista com isenções e a partir de R$ 73.990 para motorista de aplicativo — valores informados pela própria Citroën para o programa.
Comerciais leves: o número que ninguém esperava
Se C3 e Basalt sustentam o volume, quem surpreende no balanço é a linha de comerciais leves: alta de 162% no acumulado de janeiro a junho de 2026, puxada por Jumpy e Jumper.
No segmento D-Van, o Jumpy avançou 108% no segundo trimestre frente ao primeiro. Já o Jumper, no segmento E-Van, cresceu 23% na comparação com o mesmo mês do ano passado, 105% frente ao trimestre anterior, 43% frente ao mesmo período de 2025 e 18% no acumulado do ano. No segmento de utilitários como um todo, o crescimento do segundo trimestre sobre o primeiro foi de 107%.
Pedro Silva, Head da Citroën para a América do Sul, resume a estratégia: “Temos atuado em várias frentes para ampliar a competitividade do nosso portfólio. Esse resultado também é reflexo dos investimentos em iniciativas que aumentam a acessibilidade dos nossos produtos e aproximam a Citroën de diferentes perfis de clientes”.

Dica do Freire
O número que merece atenção não é o do C3 — é o dos comerciais leves. Crescer 162% no semestre num segmento historicamente mais lento a reagir do que o de passeio mostra que a Citroën está usando Jumpy e Jumper para ganhar músculo em um mercado onde a concorrência (Fiat com Fiorino e Ducato, Renault com Kangoo e Master) briga cliente a cliente pela frota corporativa. É ali, e não só no varejo de C3 e Basalt, que a marca parece estar redesenhando sua posição no Brasil em 2026.
Então, quebre preconceitos e paradigmas, faça o test drive dos modelos da Citroen e crie seu próprio conceito sobre os modelos e esta nova fase da marca no Brasil e no mundo.
Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002
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