A McLaren chega a Interlagos com uma parceira que não aparece na pista, mas pesa em cada decisão de estratégia. A Intel, parceira oficial de computação da equipe desde maio, fornece os processadores que rodam simulações de aerodinâmica, análises de corrida e sistemas de decisão em tempo real, ligando a fábrica de Woking aos boxes do GP de São Paulo, de 6 a 8 de novembro.
O que um computador faz numa equipe de F1
Muito antes de o carro ir para a pista, ele já correu milhares de voltas dentro de um computador. Os processadores Intel Xeon e Core Ultra cuidam das tarefas mais pesadas da McLaren:
- Dinâmica de fluidos computacional (CFD): simula como o ar passa pelo carro e ajuda a desenhar asas e assoalho.
- Dinâmica veicular: testa acertos de suspensão e comportamento sem gastar pneu nem tempo de pista.
- Estratégia de corrida: cruza dados de pneus, combustível e adversários para decidir a hora certa do pit stop.
- Decisão em tempo real: processa a telemetria que chega do carro durante a corrida e liga as garagens ao McLaren Technology Centre, na Inglaterra.
IA e gêmeos digitais
A parceria também prevê computação de borda (processamento feito no próprio circuito, com menos atraso), gêmeos digitais do carro e plataformas de inteligência artificial para modelagem preditiva e para encurtar o ciclo de desenvolvimento.
“O desempenho nas corridas da IndyCar e da Fórmula 1 é impulsionado pela tecnologia, e a parceria com a Intel fortalece nossa capacidade de inovar em grande escala”, diz Zak Brown, CEO da McLaren Racing.
Além da F1
O acordo é plurianual e vale também para a Arrow McLaren na IndyCar e para a McLaren F1 Sim Racing Team, a equipe do mundial virtual.
No fim de semana de Interlagos, essa estrutura vai estar no box laranja a cada volta. Você acha que hoje a F1 se ganha mais no computador ou na pista? Conte nos comentários.
Fonte: Intel / McLaren Racing.
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