O trio mais vendido da Citroën no Brasil está a caminho da eletrificação, mas sem mexer na fórmula. C3, Basalt e Aircross devem receber um sistema híbrido leve de 12 volts, mantendo o motor 1.0 turbo e o câmbio CVT que já conhecemos. A informação foi publicada primeiro pelo site Autos Segredos e repercutida por outros veículos. A Citroën ainda não confirmou oficialmente.

O que muda, segundo os bastidores
- Sistema de 12 volts: um motor-gerador no lugar do alternador tradicional e uma pequena bateria de lítio (0,132 kWh) sob o banco do motorista.
- Ajuda, não tração: o motor elétrico só auxilia o 1.0 turbo nas arrancadas e retomadas. Ele não move o carro sozinho.
- Recuperação de energia: nas desacelerações, o sistema recarrega a bateria, que alimenta a parte elétrica do carro e o Start&Stop.
- Ganho pequeno de força: fala-se em cerca de 4 cv e 1 kgfm a mais.
- Mecânica mantida: 1.0 turbo flex e câmbio CVT com sete marchas simuladas. As versões de entrada devem seguir com o 1.0 aspirado e câmbio manual.
Quando chega?
Aqui os relatos divergem: uns falam em meados de 2027, outros em linha 2028. Também não há números oficiais de consumo, preço nem a lista final de versões.
12 V não é o mesmo que 48 V
O sistema da Citroën seria mais simples do que o da Fiat Toro híbrida, que usa 48 volts. Na prática, os sistemas de 48 V têm um motor elétrico mais forte e ajudam mais no consumo. Os de 12 V são uma eletrificação de entrada: custam menos e entregam um ganho menor.
💡 Dica do Freire — Especialista
Quando o híbrido leve da Citroën chegar, olhe para dois números antes de pagar mais por ele: o consumo oficial do Inmetro (PBEV) comparado com a versão sem o sistema e a diferença de preço. E confirme no seu estado se o carro é mesmo classificado como híbrido para o IPVA: o benefício varia de estado para estado e não vale só pelo selo na tampa traseira.
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Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002




