Mais de 2.000 metros acima do nível do mar, pista quase toda repavimentada e os três pneus mais macios da gama. A Fórmula 1 chega ao Autódromo Hermanos Rodríguez para o GP da Cidade do México, a segunda das três corridas nas Américas, e a Pirelli aposta no trio C3 (duro), C4 (médio) e C5 (macio).
A escolha muda em relação a 2025, quando a Pirelli testou um salto maior entre os compostos, com o C2 como duro. Segundo a fabricante, a solução acabou se mostrando menos atraente em desempenho do que as alternativas mais macias.
Asfalto novo: a grande incógnita
A principal novidade é a repavimentação de boa parte do circuito: o trecho da Curva 16 à Curva 1 e o da Curva 7 à Curva 16. Só o primeiro setor ficou praticamente igual. Asfalto novo costuma ter mais aderência e menos rugosidade, mas o comportamento real só vai aparecer nos primeiros treinos. A pista mexicana já costuma estar suja no começo do fim de semana, e a evolução da aderência volta a volta pode ser ainda maior este ano.
A altitude muda tudo
O Hermanos Rodríguez é, tradicionalmente, um dos circuitos menos exigentes para os pneus, com muitas curvas lentas e pouca carga lateral. Mas o ar rarefeito reduz a carga aerodinâmica, aumenta o deslizamento e faz da granulação um ponto de atenção. Com o asfalto mais liso, esse efeito pode pesar ainda mais. A altitude também dificulta as frenagens: na longa reta antes da Curva 1, o risco de travar rodas é maior, sobretudo no início do fim de semana.
Uma parada?
Para a Pirelli, a baixa exigência do traçado pode favorecer uma corrida de uma parada, com cuidado especial com o eixo traseiro, o que mais sofre. A diferença entre estratégias pode depender mais da confiança de cada piloto num composto do que da vida útil do pneu. O C5 macio tem sido forte em pistas de baixa exigência e pode ser uma opção não só na classificação, mas também na corrida.
Em 2025, o grid se dividiu entre uma e duas paradas: a maioria largou de macio, seis carros de médio e dois de duro. Quem fez duas paradas voltou ao macio no stint final, graças à degradação baixíssima.
Números do GP
| Item | GP da Cidade do México 2026 |
|---|---|
| Datas | 30 de outubro a 1 de novembro |
| Voltas | 71 |
| Distância | 305,354 km |
| Extensão do circuito | 4,304 km |
| Recorde da volta | 1:17.774, Valtteri Bottas (2021) |
| Tempo perdido num pit stop | cerca de 22 s |
| Pneus | C3 (duro), C4 (médio), C5 (macio) |
- 6.ª edição com o nome GP da Cidade do México (desde 2021).
- Antes, foram 20 edições como GP do México, sempre no Hermanos Rodríguez, até 2019.
- Max Verstappen é o maior vencedor no circuito, com cinco vitórias, o mesmo número da Red Bull.
- O boné de pódio da Pirelli tem edição especial para o Día de los Muertos, que coincide com o domingo da corrida, desenhada por Denis Dekovic.

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💡 Dica do Freire: fique de olho nos tempos do TL1 para o TL2. Com asfalto novo e pista suja, a melhora volta a volta conta mais que o normal, e quem acertar o carro cedo para a pista “limpa” de sábado leva vantagem na classificação.
Fonte: Pirelli Motorsport (comunicado e infográfico de antevisão), via Néctar Comunicação Corporativa (assessoria de imprensa da Pirelli no Brasil).
Atitude fala mais alto. — Freire Neto | Motores e Ação desde 2002



